Qual será o futuro da bula como a conhecemos?

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Bula digital: futuro da distribuição de informação no setor farmacêutico!

Há um tempo já vínhamos conversando sobre a importância de atualizar a maneira de apresentar as informações de um medicamento ao consumidor. Quem acompanhou o debate “Será o fim do vide bula?” teve a oportunidade de ouvir opiniões de diversos especialistas sobre o tema, além de conhecer um pouco sobre a bula digital.

E, no dia 12 de maio, o Governo Federal sancionou a Lei nº14.338/2022 que determina a possibilidade de que os medicamentos tenham a bula digital acessível por QR Code nas embalagens. O que consideramos um passo importante para que todos tenham acesso às informações de como usar os fármacos de maneira correta.

Ao longo deste artigo, você irá entender o conceito de bula digital e, acima de tudo, o impacto dessa nova legislação para as empresas do setor farmacêutico. Acompanhe conosco!

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O que é a bula digital?

A bula digital é apresentada por meio da impressão de um QR Code diretamente na embalagem do medicamento. Seu propósito principal é ampliar e facilitar o acesso à bula, fornecendo informações obrigatórias, assim como orientações relevantes ao paciente.

Para tanto, as bulas digitais devem ser hospedadas, obrigatoriamente, em links autorizados pela Anvisa. Além disso, as informações compartilhadas precisam corresponder às exigências do regulador para o material impresso.

No Brasil, isso é algo essencial, uma vez que estamos entre os dez países que mais consomem medicamentos no mundo, segundo dados do Conselho Federal de Farmácia. A pesquisa também mostra que, cerca de 50% dos brasileiros consomem remédios de maneira incorreta.

Quais são as vantagens da Bula Digital?

É importante dizer que a bula digital não extingue a versão impressa como a conhecemos. Porém, além de facilitar a interpretação das letras miúdas, também é uma forma muito eficiente para orientar os pacientes que possuem deficiência visual e/ou auditiva.

Isso porque, na bula digital, existe a possibilidade de usar ilustrações, adaptar o texto em áudio, e ainda incluir links que direcionam para mais documentos explicativos. De antemão, podemos afirmar que este recurso fornece as informações necessárias para que o paciente saiba o que está consumindo e a posologia adequada do item prescrito.

Ademais, a sanção da Lei extinguiu o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM), até então previsto para ser implantado a partir de 28 de abril. Diante disso, a nova regulamentação determina que o rastreamento será responsabilidade daquele que detém o registro.

Ou seja, o laboratório vai precisar manter um sistema de registro de maneira que seja possível criar um mapa de distribuição de medicamentos. Relacionando a identificação das quantidades comercializadas e distribuídas em cada lote, além dos respectivos destinatários.

O que deve constar na bula digital?

Além de trazer todos os dados obrigatórios por legislação, a bula digital deve conter informações como:

  • Composição: explicando quais componentes estão presentes naquele fármaco;
  • Utilidade: mostrando em quais casos a medicação é indicada;
  • Dosagens: reforçando quais são as quantidades indicadas na prescrição para que o tratamento seja efetivo;  
  • Contraindicações: sinalizando os cenários contraindicados para que o paciente tenha ainda mais segurança ao consumir o remédio etc.

A legislação define que o controle será realizado por meio do sistema de identificação de medicamentos, usando tecnologias de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados.

Além do mais, as embalagens devem conter o código de barras bidimensional de leitura rápida que direcione ao endereço na internet que dê acesso à bula digital.

Como aplicar?

Uma alternativa eficiente para que a indústria farmacêutica se adapte à lei sancionada é explorar o conceito de Smart Packaging. Esta iniciativa consiste em desenvolver uma embalagem inteligente que entrega ao paciente dados variados, que valem tanto para o consumidor, quanto para os elos da cadeia de produção. Alguns desses dados são:

  • As condições de conservação um produto;
  • Qual foi o trajeto percorrido para chegar até o consumidor final;
  • Promover uma comunicação estreita com o público-alvo.

Depois que a Anvisa regulamentar as novas normas, a indústria farmacêutica vai ter o prazo de 12 meses para implementar, tanto a bula digital, quanto o mapa de rastreabilidade.

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Conclusão

As embalagens inteligentes são uma boa oportunidade para a indústria farmacêutica. Afinal, esta tecnologia potencializa os resultados das empresas ao oferecer tecnologia avançada que melhora a experiência de consumo. Ao passo em que transforma o produto em um canal de comunicação e educativo para o paciente.

Dessa forma, acreditamos que, ao ter acesso facilitado e intuitivo à bula, são entregues todos os dados e instruções de consumo visando melhorar as estatísticas nacionais.

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